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A batalha de todo adolescente
Stephen Arterburn e Fred Stoeker com Mike Yorkey | ||
Agradecimentos | ||
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Ao meu Pai celestial, que levanta os necessitados que estão na sarjeta e os faz sentar em tronos na companhia de príncipes. E a Brent e Barry, meus cunhados e irmãos na graça de Deus.
Gostaria de agradecer a Andy Turcotte, Steve Beeman, Richard Pickrell, Ron Strack e Mark Oberbeck pela grande capacidade de falar ao coração dos adolescentes, tanto rapazes quanto moças. Vocês são pastores maravilhosos, e fico muito feliz por contar com sua amizade. Também agradeço à minha equipe. O pastor Palmer e o diácono Mike Swaim me animaram nos momentos mais difíceis. Agradeço a Vicky Cluney, Diana Koontz e Ray e Joyce Henderson, que nunca deixaram de orar e acreditar; e à líder dessa equipe de oração, que foi minha esposa, Brenda. Que guerreira! Que mulher! Agradeço a meus amigos que compreenderam minha ausência em eventos tão importantes devido aos prazos editoriais. Sou grato a vocês, amigos adolescentes, que abriram o coração para contar suas histórias mais íntimas por amor à obra de Cristo. Alterei alguns detalhes para proteger a privacidade de cada um, mas Deus sabe quem são e será eternamente grato. Gary Meyer, você esteve sempre a meu lado para me fazer sorrir, fosse comendo grilos ou me despertando com cornetas e tambores às duas da manhã. Obrigado por me aceitar como seu "amigo de fé, irmão camarada". | ||
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Mike Yorkey, você sabe tudo. Eu estaria perdido sem você. Sou grato também a Dan Rich, Thomas Womack, Michele Tennesen e a todos da WaterBrook Press. Stephen Arterburn, o que posso dizer? Não há limites para seu apoio e seu incentivo. São impressionantes. Minha sogra, Gwen, que nos deu cobertura todas as vezes que partimos para o ataque. Essa é craque de verdade. Jasen, Laura, Rebecca e Michael, vocês são os melhores filhos do planeta. Fizeram muitos sacrifícios. Deus os recompense, hoje e sempre.
Fred Stoeker | ||
Sumário | ||
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Introdução 9
Parte 1: Onde estamos? 1. No tempo em que o futebol era tudo de bom 15 2. Deus à distância 19 3. Unidade com Deus 23 4. Ninguém foge da ilha da aventura 35
Parte 2: Como chegamos aqui 5. Parada antes da hora 49 6. Só por ser homem 61
Parte 3: A opção pela verdadeira masculinidade 7. Você pode escolher a verdadeira masculinidade 75 8. Como será isso? 83
Parte 4: Masturbação 9. O grande deslize de Steve 99 10. Tudo sobre a palavra M 111 11. Visão do alto 117 12. O que você substitui com a masturbação? 123 13. Seu impulso sexual 131 | ||
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Parte 5: Hora de estabelecer defesas 14. Desenvolva seu plano de batalha 141 15. Sua espada e seu escudo 155 16. O que pode diminuir seu ritmo 161 17. Mantenha o foco 169 18. O que se pode ganhar? 175 19. Mente indomável 181
Parte 6: Honra sexual 20. Amor pelo pai dela 195 21. Em que as garotas pensam? 203 22. Pronto para o desafio? 211
Parte 7: Mais um tema importante 23. Atração por outros rapazes 219 | ||
IntroduçãoQuebrando o código do silêncio | ||
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Existe um código que resiste ao tempo e que quase todo homem que conheço segue. Tenho certeza de que meu pai e meus irmãos seguiram o que chamo de "Código do Silêncio Sexual". Ele estabelece que não há problema nenhum em fazer piadas com temática sexual e até mesmo mentir sobre o assunto. Como homem, porém, é seu dever manter silêncio sempre que surgir uma discussão séria sobre sexo. Quando todos decidem não conversar sobre esse assunto ou se sentem constrangidos, o jovem fica sem nenhuma referência clara do que seja sexo saudável. Na verdade, é possível que você considere anormais algumas coisas maravilhosas, ou estranhe outras que são muito naturais. Essas são algumas das razões pelas quais resolvemos escrever este livro. Nossa intenção era a de fornecer informações apuradas sobre um tema distorcido pela falta de informação e compreensão. Você é um ser sexual, e é natural que deseje saber o que é certo e verdadeiro sobre sua sexualidade para aproveitar da melhor maneira possível o sexo com a pessoa com quem se casará. É triste ver tantas mentiras e tantos mitos sobre o sexo na comunidade cristã, lugar onde temos acesso à verdade de Deus. Alguns adolescentes e jovens com impulso sexual menos intenso pensam que não são homens de verdade, quando, na verdade, pode ser que apenas tenham uma variação química ou hormonal que reduza essa energia. Outros com forte impulso sexual podem ver a si mesmos como maníacos que precisam de ajuda para controlar seus desejos. Talvez você vacile entre esses dois extremos, principalmente se estiver na metade da adolescência. Pelo fato de seu corpo passar por um processo de | ||
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crescimento, você se sente cheio de energia sexual num momento e, no outro, quase sem desejo nenhum. Não se preocupe com isso. Trata-se de uma fase natural, e esses tipos de sensação são normais. Uma das tarefas mais difíceis é integrar a sexualidade aos aspectos emocional, espiritual, social e relacional para se tornar a pessoa que você deseja ser. Muitos tendem a considerar sua sexualidade algo vergonhoso, uma área separada e distinta, mas não é para ser assim. Vou ilustrar o que quero dizer usando a boa e antiga figura do hipócrita. É bem provável que você conheça algumas pessoas que parecem muito religiosas quando estão na igreja, aos domingos, mas não consegue imaginar, pelo modo como elas agem durante o restante da semana, que sejam cristãs de verdade. É claro que dominam o jargão cristão e se comportam muito bem nos domingos, mas isso só acontece um dia na semana. Na manhã de segunda-feira, dão a impressão de que, no dia anterior, assistiram a um culto no inferno, e não na igreja. Essas pessoas não possuem a vida espiritual completamente integrada com o restante da vida. O mesmo pode acontecer com você no que se refere à sexualidade. Trata-se de uma área que deve ser totalmente integrada à caminhada cristã. Ao fazer isso, você assumirá uma postura muito mais saudável diante de questões como o relacionamento com o sexo oposto, o sexo antes do casamento e até a vida conjugal. Um amigo meu tinha um filho com quem mantinha um ótimo relacionamento. Quando o menino completou doze anos, porém, foi como se a torneira dos hormônios tivesse sido aberta. Algo estava acontecendo no corpo do garoto, mas ele não compreendia certas sensações que estava experimentando. Só sabia que tinha alguns desejos difíceis de controlar. Foi então que o jovem deu um passo corajoso: aproximou-se do pai e disse: "Pai, eu me sinto como se estivesse tirando a roupa na frente de uma garota". Aquela foi uma manifestação honesta das sensações que ele experimentava e uma descrição exata do que sentia na condição de um menino de doze anos. O fato de conversar à vontade com o pai sobre o assunto era sinal de que procurava algumas respostas para o que estava acontecendo. Todos se beneficiam quando existe essa atitude de abertura ao diálogo. Na verdade, atitude é tudo de que precisamos quando se trata de vencer batalhas em nome da integridade sexual. Se existe um versículo que expressa | ||
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bem o padrão de Deus para a pureza sexual, é este: "Portanto, qualquer tipo de imoralidade sexual, indecência ou cobiça não pode ser nem mesmo assunto de conversa entre vocês" (Ef 5:3). Para adolescentes e jovens, esse versículo intimida e gera muitos questionamentos. O que significa a afirmação "não pode ser nem mesmo assunto de conversa"? Até que ponto posso chegar com uma garota quando estamos sozinhos? E quando estou sozinho? A masturbação é uma coisa legal? Todas essas perguntas são importantes e queremos responder a todas de forma simples e objetiva. Por isso, você vai descobrir que A batalha de todo adolescente é um dos livros mais honestos e francos sobre a sexualidade de adolescentes e jovens. Pronto? Então, vamos lá. E, para começar, vamos conhecer a história de Fred, que é da hora.
Stephen Arterburn | ||
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P A R T E | |||||
Onde estamos? | |||||
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No tempo em que o futebol era tudo de bom | ||||
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Fred: "Minha história começa assim" Cresci brincando nas fazendas de milho do estado de Iowa, e fiz do futebol americano uma espécie de deus pessoal. O esporte era tudo para mim. Feliz da vida, eu treinava e jogava o ano inteiro. Chegava a treinar duas vezes por dia, mesmo nos dias quentes e abafados do verão. O futebol americano era tão importante em minha vida que passou a determinar o que eu fazia fora do campo. Depois dos jogos, nunca me juntava aos colegas do time no Lake MacBride para as festas regadas a bebida. Achava que, se bebesse cerveja, poderia desviar meu foco e reduzir minha motivação. Quanto às garotas, achava que assumir um compromisso me desviaria de meu objetivo: o de me tornar o melhor quarterback (lançador) do estado. Assim como todos os outros atletas, em plena forma física, meu interesse pelo sexo não era pouco. Tinha fissura pelos pôsteres centrais da Playboy desde que encontrei uma pilha de revistas embaixo da cama de meu pai quando ainda estava no primeiro ano do ensino médio. Também achei exemplares de From sex to sexty, uma publicação cheia de piadas sujas e quadrinhos sobre sexo. Ao se separar de minha mãe, meu pai mudou-se para um apartamento e pendurou um quadro de nu feminino na sala de estar. Eu não conseguia resistir: olhava aquela pintura imensa toda vez que jogávamos cartas durante minhas visitas nas tardes de sábado. De vez em quando, meu pai me dava uma lista de pequenas tarefas. Certa vez, ao esvaziar sua lata de lixo, encontrei uma foto da amante dele nua. Tudo isso despertou meus impulsos sexuais latentes. Os filmes de Hollywood me enchiam de curiosidade e excitação. Em determinado filme, Diana Ross derramava um balde de gelo sobre a barriga de seu chefe à medida que ele atingia o orgasmo, o que parecia intensificar a experiência. Meu queixo caiu diante daquela cena. O que é isso? Eu ficava | ||||
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pensando naquelas cenas por muitos dias. Nas raras ocasiões em que saía com alguém durante os intervalos das temporadas esportivas, aquela excitação mexia comigo por dentro. Com freqüência passava dos limites com alguma garota ao tentar enfiar a mão sob o sutiã dela. O que refreava meus desejos sexuais era minha paixão pelo futebol. Eu tinha um ótimo desempenho no campo, e cheguei a ser considerado "atleta do ano" do Colégio Thomas Jefferson em Cedar Rapids, onde estudei. Recebi ofertas de bolsa integral da Academia da Força Aérea e da Universidade de Yale. No entanto, eu sonhava mais alto. Queria entrar para a superliga universitária de futebol americano, a PAC-10, mesmo que precisasse começar como atleta sem direito a bolsa de estudos. Não aceitaria nada menos que isso. Não demorou muito e eu já estava guardando material num armário do vestiário da Stanford University, olhando em êxtase o famoso capacete branco com um "S" vermelho e o nome Stoeker gravado na parte da frente. Depois de colocar o capacete e apertar a tira no queixo, corri cheio de orgulho para o campo na tentativa de conquistar um lugar no time. Logo me tornei conhecido em toda a região por fazer passes maravilhosos de longa distância. Estava vivendo meu sonho. Certa tarde, o sonho foi despedaçado. Eu era um dos oito quarterbacks em aquecimento naquele dia. Pelo canto do olho, vi Turk Shonert, um novato talentoso do sul da Califórnia, fazendo lançamentos de mais de trinta metros! Três outros quarterbacks lançavam bolas tão precisas como se estivessem presas por uma corda. Aqueles quatro eram tão bons jogadores que não apenas conseguiram vaga em Stanford, como também em times da National Football League (NFL). Eu e Corky Bradford, outro quarterback de Wyomimg com quem dividia o quarto no Wilbur Hall, observávamos aquilo tudo sem poder acreditar. Não havia nenhuma possibilidade de um de nós atingir o nível daqueles outros jogadores e competir com eles. Quando meus sonhos esportivos chegaram ao fim naquela tarde, passei a dedicar minha atenção às mulheres. Mais especificamente, fotos de mulheres nuas. Assim que passei a ter uma vida universitária normal, sem o esporte e sem os sonhos, não dava mais para reprimir minha sexualidade. Logo estava mergulhando de cabeça na pornografia. Sabia até quando minha revista erótica | ||
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preferida, a Gallery, chegava na banca, e ficava sentado esperando, sem me importar se tivesse de perder alguma aula. Eu adorava a seção "Vizinhas gatinhas", com fotos de garotas nuas tiradas por seus namorados e enviadas à revista. Enquanto eu afundava até o pescoço na pornografia, de algum modo mantinha a relação sexual, em si, num nível moral mais elevado. Para mim, fazer amor era algo especial, reservado para o casamento. Ainda pensava dessa maneira depois que voltei para Iowa, depois de meu primeiro ano de faculdade. Arranjei emprego temporário numa empresa especializada em telhados. Queria conseguir algum dinheiro rápido. Nessa época, comecei a namorar uma amiga chamada Melissa, e assim iniciamos um relacionamento que evoluiu rapidamente para paixão. Quando eu não estava consertando o telhado de alguém, passava muitas horas junto com Melissa. Um pouco antes de eu voltar a Stanford para cursar o segundo ano de faculdade, decidimos passar um fim de semana sozinhos numa casa que meu pai tinha em Shield's Lake, no sul de Minnesota. Sob a lua cheia e reluzente, numa noite clara como cristal, deitamos para dormir sentindo a brisa fresca que soprava gentilmente sobre nós. O cenário era muito romântico, e a cada minuto eu ficava mais excitado. De maneira bem sutil, fui chegando mais perto de Melissa, e ela sabia exatamente o que eu tinha em mente. Ela olhou para mim com aqueles grandes olhos castanhos cheios de tristeza, a lua iluminando seu rosto inocente, e me disse: Você sabe que estou me guardando para o casamento, e espero que você também esteja. Se tentar ir além, fique sabendo que não tenho como impedir, mas nunca mais vou respeitá-lo como respeito agora, e isso me deixará magoada por muito tempo. Ao expor sua virgindade ao limite, ela estava me colocando à prova. Qual seria minha reação? A quem eu amava mais: a ela ou a mim? Minha cabeça entrou em parafuso. Meu desejo e minha paixão desapareceram enquanto observava aquele rosto tão doce e delicado. Ficamos em silêncio por um longo tempo. Finalmente, sorri. Aconcheguei-me a ela e consegui dormir, passando com mérito no teste. Mal sabia que aquele seria o último teste do gênero no qual sairia vitorioso por muitos anos. Quando deixei Melissa e voltei à Universidade Stanford, fui dominado por um forte sentimento de solidão. Longe de casa, sem muita base cristã, vivia | ||
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sem rumo e cheio de autocomiseração. Foi então que, num jogo de futebol, meu olhar foi atraído pela figura de uma linda juíza da partida. Ela parecia uma versão adulta de minha paixão de infância, Melody Knight, que havia se mudado para o Canadá quando estávamos na terceira série. Fiquei apaixonado. Como não havia nada que nos impedisse, não demorou muito para que estivéssemos na cama, transando. Eu me justificava argumentando que estava fazendo sexo com a garota com a qual sabia que me casaria. Parecia algo muito próximo de meus valores. Contudo, o fogo daquele relacionamento se apagou na mesma velocidade que acendeu. Pior: aquele foi o primeiro de muitos passos que eu daria ladeira abaixo. Depois daquela garota, transei com outra com quem pensava que me casaria. Em seguida, foi com uma ótima amiga a quem pensava que poderia amar e com quem talvez me casasse. Depois, com uma colega muito legal, mas a quem mal conhecia. Ela só queria fazer sexo antes de terminar a faculdade. Num espaço de apenas um ano perdi a capacidade de dizer "não" que tinha naquela noite à beira do lago sob o luar para passar a dizer "sim" em todas as camas, todas as noites. Apenas um ano longe de casa e eu já estava namorando quatro garotas simultaneamente. Dormia com três delas, e com duas havia assumido o compromisso de casar. Nenhuma delas sabia sobre as outras. Por que estou contando tudo isso? Primeiro, para que você saiba que entendo o forte apelo que o sexo exerce sobre os jovens antes do casamento; sei bem pelo que você está passando. Em segundo lugar, se você já está tendo relações sexuais com alguém, mas sabe que não deveria, ofereço uma palavra de esperança. Como verá mais adiante, Deus mudou todos os pensamentos que eu tinha sobre o sexo antes do casamento. | ||