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Agradecimentos
Neste projeto, minha agente,
Kathryn Helmers, foi muito além
das responsabilidades esperadas de uma pessoa com essa função.
Em muitos aspectos, este livro não existiria se não
fosse por ela, que ajudou a formar e a refinar a visão
em minha mente para, então, estimular-me a cada passo,
oferecendo-me tanto encorajamento quanto direção.
Estruturação de frases, organização
temática, opções para a capa, acabamento,
cláusulas do contrato ela participou alegremente
de todas as fases do processo de publicação.
Em vários momentos, menciono a psicose que é
o processo de escrever; Kathryn ajudou a baixar esse estado
para o nível da neurose e até conseguiu extrair
alguns momentos saudáveis de tudo isso.
Meu editor na Doubleday, Eric Major,
colaborou com a mesma presença calma e sustentadora
que conheci 20 anos atrás, quando ele publicou no Reino
Unido as edições dos livros que escrevi com
o Dr. Paul Brand. Minha assistente, Melissa Nicholson, passou
horas a fio diante de uma tela de computador em bibliotecas
e na internet para pesquisar e verificar os fatos.
Estes capítulos retratam pessoas
sobre as quais escrevi em outras obras, como jornalista. Em
cada caso, mudei e ampliei bastante o material, além
de adicionar um ponto de vista pessoal. Mas continuei me baseando
em pesquisa e, às vezes, nas palavras originais dos
trabalhos anteriores. Artigos sobre Martin Luther King Jr.,
Dr. Robert Coles,
Mahatma Gandhi e Dr. C. Everett
Koop apareceram em edições da revista Christianity
Today. Artigos sobre Annie Dillard, Frederick Buechner, Leon
Tolstoi, Fyodor Dostoievski e Shusaku Endo apareceram em Books
and Culture. Além disso, escrevi algumas reflexões
sobre G. K. Chesterton como prefácio de uma edição
de Orthodoxy, sobre o Dr. Paul Brand como prefácio
de The Forever Feast, sobre Henri Nouwen em um capítulo
de Nouwen Then e sobre John Donne para um trabalho conjunto
intitulado Reality and the Vision. Alguns dos pensamentos
que transcrevo aqui sobre King, Donne, Endo e Tolstoi também
aparecem em meus livros O Deus (in)visível, Maravilhosa
graça e O Jesus que nunca conheci.1 Agradeço
aos detentores dos direitos dessas publicações
por permitirem que eu pesquisasse as frases e parágrafos
dessas obras para descobrir algumas que se encaixassem no
propósito deste trabalho.
Apresentação
Para alguns leitores,
a leitura deste livro será a última tentativa
de salvar a sua fé antes que tudo se ponha a perder.
Foi para estes leitores à beira do precipício
espiritual que editamos este livro.
O conceito editorial sobre o qual
foi construído Alma Sobrevivente foge da fórmula
que normalmente se espera de um livro que procura resgatar
os náufragos. O autor não propõe nada
além de contar a sua própria história.
Afinal, ele sabe que as pessoas decepcionadas com a igreja
institucional não agüentam ouvir mais planos,
fórmulas, passos, cartilhas, regras ou leis, pois foi
justamente esta tentativa de doutrinação comportamental
que as afugentou.
Em outras obras ele já havia
exposto a sua desilusão com os abusos da igreja institucional.
Ele sempre encarou de frente temas como a hipocrisia dos evangélicos,
as prioridades confusas da igreja contemporânea e a
tendência dos líderes cristãos de oferecerem
soluções baratas para qualquer que seja o problema
da condição humana. Yancey nunca temeu as repercussões
de suas críticas, pois sabe que são justamente
as falhas da igreja que impedem que muitos aceitem o evangelho
de Cristo.
Neste
livro, entretanto, ele vai mais longe. Revela que, na sua
juventude, quase abandonou a igreja, por considerá-la
racista, retrógrada, despropositada e abusiva. Só
não renunciou à sua fé cristã
porque descobriu que havia outros como ele, desiludidos com
a igreja, mas profundamente comovidos pela mensagem central
do cristianismo.
Num olhar retrospectivo, ele hoje
chama essas pessoas de mentores. Ajudaram-no a
enxergar a totalidade da proposta cristã que existe
por trás da organização eclesiástica
estabelecida. Ajudaram-no também a descobrir o verdadeiro
Cristo do cristianismo, a discernir a causa nobre que fundamenta
toda a história da relação Deus-homem
e a entregar-se ao compromisso apaixonante de defender o nome
de Cristo.
O leitor desta tradução
provavelmente não reconhecerá os nomes de todos
os conselheiros e mentores de Philip Yancey. Autores como
Frederick Buechner e Annie Dillard, por exemplo, são
inéditos no Brasil. Outros, apesar de terem algumas
obras editadas em português, são desconhecidos
pela maioria: Henri Nouwen, Shusako Endo, Robert Coles, G.
K. Chesterton. Algumas escolhas surpreendem, por não
fazerem parte de nenhum panteão evangélico;
é o caso de Mahatma Gandhi, que não foi cristão,
mas cujas atitudes como líder sincronizaram-se com
o jeito essencialmente cristão de comportar-se diante
das adversidades. Há também algumas ausências
intrigantes; onde estão C. S. Lewis, Dietrich Bonhoeffer
e Dorothy Sayers?
Para o leitor desta edição
em português, cabe uma elucidação. A maioria
dos leitores do livro original em inglês também
desconhece esses autores e as suas obras. Com base nas recomendações
de Yancey, muitos desses leitores estão procurando
saber mais. Esperamos que a publicação de Alma
Sobrevivente em português tenha o mesmo efeito sobre
os leitores e sobre o setor editorial como um todo. Desejamos
despertar interesse nas obras desses indivíduos e,
mais do que isto, demonstrar que a disciplina de procurar
sabedoria nos bons livros ainda é o caminho mais curto
para a compreensão da vida, para a aceitação
dos paradoxos naturais que surgem no cristianismo, e para
a construção de um discernimento profundo entre
o cerne e as circunstâncias do evangelho.
Mark Carpenter
Editora Mundo Cristão
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