Da sala dos editores

22.9.05

O imaginário na obra de C. S. Lewis

A estréia do filme O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, produzido pela Disney e lançamento previsto para 05 de dezembro, promete uma divulgação sem precedentes, no Brasil, da obra do escritor cristão C. S. Lewis.

Dentre tantas qualidades como intelectual, Lewis notabilizou-se por sua predileção pelo imaginativo. Poeta, filósofo, apologista cristão, escritor, professor e crítico literário, C. S. Lewis, através da literatura fantástica, procurou transmitir valores cristãos utilizando imagens oriundas da mitologia grega e nórdica, bem como dos contos de fadas.

Realçando a importância do imaginário, lançaremos em novembro o livro O imaginário na obra de C. S. Lewis, de Glauco Barreira Magalhães Filho. Glauco,34 anos, é advogado, mestre em direito e possui diversos livros jurídicos já publicados. Apaixonado pela obra de Lewis, apresentou uma reflexão criativa e bem fundamentada sobre este que é considerado um dos maiores escritores do SEC. XX.

Para quem quer conhecer mais a respeito de C.S. Lewis, seguem algumas sugestões de sites:

http://cslewisbrasil.org/ (editado por Grabriele Greggersen, em português)
http://www.discovery.org/cslewis/ (obras de Lewis em domínio público – Inglês)
http://www.cslewis.org/ (Site da C.S. Lewis Foundation – ingles)

21.9.05

Vozes do Rio

Terça-feira, 20, fui ao Rio conversar com três autores cariocas de primeira linha. Discutimos projetos para os anos de 2006 e 2007. Em breve, novidades.



Novo livro do Marson

Após a boa receptividade de O caminho de Jeremias, Marson Guedes definiu comigo os detalhes de seu novo projeto. Novamente, a temática do sofrimento será trabalhada. Desta vez, sai Jeremias, entra Jó.

Mas afinal, por que mais um livro sobre sofrimento? O próprio Marson nos oferece as pistas:

Depois de tratar sobre o sofrimento humano em O caminho de Jeremias, percebi que ainda não estava satisfeito. Há mais o que se dizer sobre o sofrimento humano. Considerei necessário continuar minha saga pessoal de entendimento e, desta vez, colocar Jó no palco. Na verdade, quando cheguei a me interessar por Jó, já tinha sido amaciado pelo contato com o atormentado Jeremias. Numa destas notas de rodapé que se lê apenas superficialmente, fui informado de que as confissões de Jeremias são ecos vindos de um tempo ainda mais distante, uma espécie de miragem auditiva dos lamentos que atravessaram desertos ao longo de séculos, ecos de um tempo em que o homem mais certinho do mundo foi atropelado, sem dó nem piedade, pelo sofrimento mais indescritível. Ele foi o primeiro a desejar que o útero de sua mãe tivesse sido sua sepultura, o primeiro a afirmar que seu sangue sugava o veneno das setas enviadas pelo próprio Deus. Mais um soco no meu estômago, pondo mais uma vez em polvorosa minhas entranhas. E lá fui eu novamente no processo de ler, ler de novo, pensar, pensar mais um pouco, mastigar, ruminar, tentar sobreviver ao poder do que estava escrito na minha Bíblia.

Nós adoramos citar Jó como um exemplo de homem paciente, mas a paciência deste homem envolveu seus gritos existenciais e um desejo de trazer Deus às barras dos tribunais, para dele exigir justiça. Há mais na paciência de Jó do que costumamos considerar. Por isso afirmo, sem medo de errar, que Jó seria alvo da mesma execução sumária se dissesse numa de nossas reuniões de oração o que disse naqueles dias em que foi atormentado pelo sofrimento injusto. Nós diríamos: “você não pode ficar assim, Deus tem muita felicidade para nos dar, crente que é crente não fica ruim assim, levante-se e louve a Deus que ele te abençoará”, etc e tal. E, ao procedermos assim, nos tornaríamos condenáveis como os amigos de Jó.

Por isso continuo escrevendo sobre o sofrimento

A história de Jó continua atual. Entendê-la pode-nos ajudar a compreendermos a nós mesmos. O Caminho de Jó será lançado no segundo semestre de 2006.