Mundo Cristão - Gerência Editorial

30.12.05

A importância do design

Já que falamos ontem sobre reempacotamento, aproveito para fechar 2005 apresentando o resumo de uma palestra que assisti, como parte de um curso que a Mundo Cristão patrocinou para mim, na prestigiada Universidade de Stanford, em julho. Stanford está localizada na Califórnia, em pleno Vale do Sicílio e possui o principal curso para editores. Seu contéudo é técnico, mas creio, tem tudo a ver com a maneira como entendemos por aqui a importância do design. Aliás, perceber, mais uma vez, a sintonia da editora com as maiores do mundo me deu um sentimento incomparável de gratidão a Deus pelo oportunidade de fazer parte desse time.

A palestra Book design in the global village - O design de livros na aldeia global foi conduzida por Michael Carabella, diretor de criação da Chronicle Books :

Apesar do bombardeio da novas mídias o livro sobrevive e o design tem responsabilidade nisso.

A importância do design
Ajuda a contar a história
Fornece a identidade
É parte da iniciativa de marketing
Estabelece elementos para a precificação

A importância do briefing
Estabelece os objetivos
Fornece referências ao designer
Define público alvo
Explica a identidade da marca
Aponta cronograma e orçamento
Define restrições para o trabalho

A importância da capa

É a embalagem
É parte do catálogo
Tem importância para os clientes (livreiros, distribuidores e leitores)
Dá o "feeling" da obra

Algumas dicas
Evitar a profusão de elementos
Cuidados com a lombada, pois o livro está exposto na prateleiras pela lombada.
Discutir as características do mercado
Ouvir opiniões, principalmente dos mais jovens
Assumir riscos

29.12.05

Reempacotando

Um departamento editorial não vive apenas de lançamentos. Freqüentemente buscamos livros que precisem, por assim dizer, dar uma passadinha em nosso "SPA" editorial. Esse processo chamamos internamente de reempacotamento.

A passagem pelo "SPA" pode ser apenas para uma troca de capa. Nada mais horrendo do que um livro com uma capa antiquada. Foi o caso da série da Evelyn Christenson, O que acontece quando as mulheres oram.

Em algumas situações o processo é total e envolve tudo novo: capa, tradução, preparação,revisão e projeto gráfico interno. A nova edição de O conhecimento de Deus simboliza essa situação.

As vezes a capa continua atual, mas o texto pode ser melhorado ou o projeto gráfico está fora dos padrões. Esse é o caso do bestseller As cinco linguagens do amor. Retrabalhamos o texto e criamos um novo projeto gráfico que privilegie mais a leitura e diferencia com mais clareza o texto do autor, do guia de estudos. A nova edição chega em fevereiro.

Ao discutir o reempacotamento, uma questão sempre é suscitava: vale a pena mexer em livros que vendem bem, mesmo com soluções editoriais antigas? Achamos que sim. Há mais de 20 anos campeão de vendas, Temperamentos Transformados teve sua capa restilizada sem prejuízo do seu desempenho comercial.

De qualquer maneira, o que nos move é nosso conceito de excelência, na certeza de que Deus e você merecem o nosso melhor.

23.12.05

Que mundo cristão !

Lendo na web a nova edição de Seu Mundo (editada pelo Guther Faggion) em plena cidade maravilhosa, não tive como não ficar maravilhado com o elenco de autores que fazem parte da editora: Foster, Willard, Manning, Yancey, Swindoll...Além dos nossos Ed, Marson, Glauco, Badu, Romeiro, Ludovico (é verdade que está faltando mulher por aqui...).

Tanta gente boa e inspirada, dedicada a comunicar a graça da Graça, o evangelho que não emburrece. Autores comprometidos com uma religiosade sadia e uma espiritualidade cristocêntrica e, por isso, renovadora.

Aguardamos 2006 com grande expectativa. Obras marcantes estão "no forno". Você não perde por esperar.

22.12.05

A vocação espiritual do pastor

Definida a nova capa do livro do Eugene Peterson - A vocação espiritual do pastor. Primeiro lançamento do selo Textus para 2006, a obra chega em fevereiro e é destinada aos pastores insatisfeitos com os rumos da Igreja, do seu ministério ou de ambos.

A vocação espiritual do pastor aponta para a necessidade de redescobrir o chamado pastoral. O livro é fruto de uma crise ministerial do próprio Peterson, que logo no início do pastorado percebeu que o ativismo religioso estava conflitando com sua necessidade permanente de cultivo espiritual. Ao se perceber um jovem burocrata da fé, Peterson reestruturou seu ministério, buscando explorar seu lado de "guia espiritual" e autor, em detrimento de um simples gestor de programas de sua igreja local.

Ricardo Barbosa prefaciou o livro e o recomenda com entusiasmo.

A vocação espiritual do pastor será lançado em fevereiro e em breve estará em pré-venda no site da Mundo Cristão.

16.12.05

Feliz Natal



15.12.05

+Nárnia (na Folha de São Paulo)

Na Ilustrada, caderno de cultura da Folha de São Paulo, Contardo Calligaris sugere Harry Potter e As Crônicas de Nárnia como boas sugestões de filmes. A maior parte de sua coluna centra-se no filme da Disney. Ele apresenta Surpreendido pela Alegria, publicado pela Mundo Cristão como uma "deliciosa autobiografia":

Mas vamos a "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa". O filme suscitou uma salva de críticas ideológicas, porque a história seria uma alegoria do triunfo do cristianismo.

C. S. Lewis era cristão (convertido tardiamente pelo amigo Tolkien, o autor de "O Senhor dos Anéis"). De fato, na história do leão Aslam, há elementos que evocam a história de Cristo. Mas em termos: para mim (e para vários outros), a "loucura" da mensagem cristã fala do sacrifício de um humilde, de um cordeiro que resgata a todos. Nada a ver com um leão que reúne um exército para enfrentar o mal.

Alguns comentadores não se preocuparam com essa discrepância e não se perguntaram de onde ela vem. Preferiram apresentar Lewis como um conselheiro espiritual de George W. Bush: sua visão de um cristianismo guerreiro coincidiria com o espírito dos falcões que promoveram a invasão do Iraque como mais uma cruzada.

Por gratidão pelo prazer que a leitura das "Crônicas" me proporcionou na infância, devo defender Lewis desse disparate.

Lewis escreveu uma deliciosa autobiografia, "Surprised by Joy: the Shape of My Early Life" (surpreendido pela alegria: a forma do começo de minha vida), na qual ele narra o caminho de sua conversão.

Sua paixão, desde a infância, foi o mundo mágico da aventura. Da vasta e excelente produção de Lewis crítico e historiador da literatura da Idade Média e da Renascença, conheço dois livros, talvez os principais: "The Allegory of Love" (a alegoria do amor), de 1936, e "The Discarded Image" (a imagem descartada), de 1964. Ambos celebram e festejam a possibilidade (que explode na literatura da Renascença italiana com Ariosto, Boiardo e Tasso) de narrar o maravilhoso, além da vida real e além do mistério da fé.

É por causa dessa paixão pelo maravilhoso que Lewis se converteu: adotou o cristianismo porque viu nas verdades da fé mais uma história fantástica, que tinha a vantagem de poder ser verdadeira.

É injusto dizer que Lewis escreveu as "Crônicas de Nárnia" como uma alegoria do cristianismo. Ao contrário, ele se tornou cristão porque a história de Cristo lhe parecia tão fantástica quanto a história dos Cavaleiros da Mesa Redonda (ou a do leão Aslam, salvador de Nárnia).


10.12.05

A volta do filho pródigo - Musical

Foram meses de gravações, com a participação de Josué Rodrigues, Priscila Barreto, Jorge Ervolini, Tiago Vianna, Jorge Camargo, Cíntia & Silvia, Nelson Bomilcar, Shaila Kerr, Jorge Rehder e Felipe Silveira), entre outros.
A produção musical tem a assinatura de João Alexandre. Na banda, músicos maravilhosos como Fernando Merlino (Chico Buarque, Emílio Santiago, só pra citar alguns nomes), Kiko Continentino (acompanha Milton Nascimento, lidera o ContinenTrio ) e cordas (Campinas), chega do forno na semana que vem, "A Volta do Filho Pródigo - O musical, o mais novo álbum (CD) do cantor, compositor Gerson Borges.

:: Alguns eventos de pré-lançamento já estão agendados :

12/Dez : Prévia das canções, Espaço Redenção/IPresb. Da Saúde, 20h30 ( Av. Jabaquara, 290. (Tel.:55859057)

18/Dez : Noite de autógrafos, na Comunidade de Jesus em SBC, Rua Benedito Luis Rodrigues, 696, Jardim Palermo, SBC (Tel.:41212737)

20/Dez : Pré-lançamento/Pocket Show na Livraria da Vila (www.livrariadavila.com.br), às 19h45, na Rua Fradique Coutinho, 915 , Vila Madalena, SP.

25/Dez: Pré-lançamento, na IBBC (www.borda.org.br), Rua Imperatriz Leopoldina, 696 - Nova Petrópolis, SBC )


8.12.05

Minha noite escura da alma

A newsletter da revista Americana Christianity Today apresenta artigo de Charles Colson sobre sua experiência em lidar com o sofrimento. Traduzi e o editei para você. O texto original pode ser acessado, clicando no título desta nota.


My soul's dark night (Minha noite escura da alma)
A igreja não me preparou para essa batalha.
Charles Colson com Anne Morse


Sou produto do melhor do movimento evangélico: convertido 32 anos atrás em meio a uma torrente de lágrimas após ouvir o evangelho, discipulado por um grupo de oração forte e ensinado por grandes teólogos. Conheço o poder do movimento evangélico em levar pessoas a ter um relacionamento íntimo com Deus. Que acontece, porém, quando você, que sempre confiou nesse relacionamento íntimo, começa viver dias em que Deus parece distante? Que acontece naquela noite sombria de nossa alma?

Eu descobri no ano passado. Semanas após terminar meu livro The good life [Vida boa], foi diagnosticado um câncer ósseo em meu neto, Wendell. A cirurgia para retirar o tumor maligno levou 10 horas; o dia mais longo de minha vida. Wendell sobreviveu, mas continua em quimioterapia.

Eu mal havia conseguido recuperar o fôlego, quando foi diagnosticado melanoma em minha filha, Emily. De volta ao hospital, mais uma vez orei fervorosamente. Logo em seguida, minha esposa, Patty, submeteu-se a uma séria cirurgia no joelho. Onde estava minha Vida boa?

Exausto de hospitais, dois anos depois de escrever The good life, enfrentei uma terrível situação com um ex-empregado desapontado. Encontrei-me lutando com o Príncipe das Trevas, que nos ataca quando estamos mais fracos. Então, caminhando certa noite, perguntei a Deus por que permitira tudo isso. Sozinho, abalado, atemorizado, tive saudades de minha proximidade com Deus, experimentada até mesmo nos dias mais difíceis em que estive preso.

A resposta chegou em setembro. De pé, sozinho, na varanda da casa de um amigo, apreciava as montanhas que despontavam da névoa. Era uma cena espetacular. A glória da criação de Deus me emocionou. É impossível ignorá-lo como o Criador. Percebi, então, que não há outra explicação racional para essa realidade: Deus não pode não ser.

Isso mexeu comigo de tal maneira que me levou a perceber que as agonias pelas quais passava não exigem uma resposta que faça sentido. Deus não é uma criação de minhas emoções ou sentidos. Deus é Deus, aquele que criou e tem a responsabilidade pelo destino de minhas crianças e pelo meu. Somente posso me apegar à certeza do que ele é e afirmou.

Não estou certo sobre como o mundo evangélico contemporâneo nos prepara para lutas como essas, que, suspeito, muitos cristãos experimentam, mas temem admitir devido às expectativas que criamos. Nesse momento, podemos nos fortalecer com a tradição teológica mais antiga e mais rica, pouco familiar para muitos de nós. O ponto fundamental dessa antiga tradição é que a fé se torna mais forte quando estamos desconsolados e precisamos caminhar na escuridão em completo abandono.

No SEC XVI, Theresa de Ávila, que sofria de paralisia, e São João da Cruz , perseguido e preso, que escreveu Noite escura da alma, são bons exemplos dessa tradição.

Evangélicos precisam confiar em mais do que músicas animadinhas, respostas banais e sorrisos felizes. Precisamos mergulhar nos tesouros da tradição cristã para aprender o que significa realmente adorar a Deus, não por causa das circunstâncias, mas apesar delas.

Os eventos de 2005 tornaram minha fé mais profunda. Inúmeras vezes, experimentei Deus e sua providência, mas também conheço a noite escura da alma. Percebi que Deus não é apenas o amigo que me dá a mão, mas também o grande, o majestoso Criador que reina para sempre.

Copyright © 2005 Christianity Today. Dezembro de 2005, volume 49, nº. 12, p. 80.

7.12.05

João Ubaldo

A edição que está nas bancas da revista Entrelivros apresenta uma comovente entrevista com o escritor João Ubaldo Ribeiro. Tendo passado por situações dramáticas, em virtude da dependência ao álcool, João Ubaldo afirmou ter encontrado na fé em Deus o caminho para enfrentar as dificuldades. Leia trechos da entrevista na qual aborda sua religiosidade:


Suspeito que não tenho cara de quem acredita em Deus.

O fato é que eu preciso profundamente da fé.

A fé me ajuda a suportar o estado das coisas, sim. Acho fútil os homens ficarem negando a existência de Deus porque acontecem tal ou qual coisa de ruim.

Ele (Deus) fez a Terra e o mundo e a nós mesmos; sim ele é onisciente, onipresente, para ele todo o tempo é presente, como dizia brilhantemente o Padre Antonio Vieira.

...sou leitor do livro de Jó, que para mim é uma das obras-primas da literatura universal, independentemente da religião.

2006 promete

Já estão confirmados os lançamentos para 2006. Grandes autores nacionais e internacionais passarão pelo departamento editorial da Mundo Cristão.
Espiritualidade, comportamento, gestão e liderança, literatura e Bíblia serão as categorias editoriais privilegiadas.
Destaque para a Bíblia Anotada Expandida, pioneira dentre as Bíblias de Estudo, que ganhará cerca de 30% a mais em conteúdo, através de novas notas e artigos.
Veja alguns dos autores que estarão presentes no próximo ano:
  • Julio Zabatierro
  • Eugene Peterson
  • John Maxwell
  • Dallas Willard
  • Garry Chapman
  • Brenan Manning
  • Osmar Ludovico
  • Marson Guedes
  • Walter Wangerin
  • Stormie Omartian
  • Charles Ryrie
  • Paulo Romeiro
  • Franklin Ferreira
  • Eduardo Rosa Pedreira
  • Norman Wright
  • Stephen Arterburn
  • Jerry Jenkins