4.8.06

A aliança que ergueu o templo de Salomão

Em tempo de querra e destruição no Líbano, a jornalista Marília de Camargo César, recupera a história dos povos judeu e libanês na edição de hoje do Valor Econômico.

Eis um pequeno trecho:

...Aconteceu 970 anos antes de Cristo, um período em que não havia o terrorismo armado nem os mísseis Katyusha. Os barcos que navegavam do Líbano para Israel não levavam tanques, nem a fúria do inimigo. Transportavam madeiras
nobres, cedros e ciprestes que fizeram a fama de uma nação altiva e imponente. O rei Salomão, o homem mais sábio que já existiu, segundo a Bíblia, recorreu ao rei Hirão, do Líbano, para encomendar a matéria-prima que viabilizaria um projeto inédito e maravilhoso: a construção do primeiro templo, um lugar para homenagear o Todo-Poderoso de Israel. A idéia de levantar uma casa inigualável para Jeová partira do pai de Salomão, Davi, um ex-pastor de ovelhas promovido a guerreiro dos exércitos de Saul, que trazia no currículo, além do gosto pelas batalhas, uma forte inclinação para a música, a poesia, a depressão e as mulheres.

Deus não quis que Davi construísse o templo porque suas mãos estavam sujas do sangue derramado em suas muitas guerras. O rei então passou a tarefa para o filho. O projeto era tão magnífico que exigia material de primeira. A proposta que Salomão fez a Hirão incluía o pagamento do equivalente hoje a 3,8 mil toneladas de trigo por ano e o mesmo tanto em azeite, além do envio de trabalhadores israelitas para ajudar no carregamento. Os cedros eram o principal produto da pauta de exportação do Líbano e Israel tinha todo o trigo que faltava ao parceiro. Ou seja, um acordo comercial conveniente para os dois lados.
Bem aventurados os pacificadores...afinal, onde eles estão mesmo?

1 Comentários:

Blogger Lu OlhosdeMar disse...

certamente não estão em washingnton....

3/9/06  

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