Livrarias encolhem no Brasil
Pesquisa sobre o perfil dos municípios brasileiros do IBGE, aponta que enquanto 46% das cidades conta com provedores de internet, apenas 30,93% possuem livrarias. O que mais chama à atenção é a rapidez com que a web se expande (206% em dois anos), ao passo que o número de municípios com livrarias decresceu 11,4%.Para quem gosta de livros o dado causa tristeza, mas não surpreende. Os próprios pesquisadores destacam que 'O decréscimo (...) pode ser justificado pelo redirecionamento da distribuição de livros por diferentes formas, como lojas multimídia, supermercados, bancas de jornais, distribuição pelo governo, ou seja, o ritmo da produção de livros no País não acompanha necessariamente a evolução da presença de livrarias nos municípios brasileiros'.
O dado cultural positivo da pesquisa foi a constatação de que enquanto há livrarias em apenas 30,93% dos munícipios, as bibliotecas públicas estão presentes em 85% das cidades. Em que condições a pesquisa não aponta. Entretanto, a presença de bibliotecas e o crescimento da internet não podem deixar de ser comemorados.
Por outro lado, o recuo das livrarias exige uma avaliação do setor livreiro e da indústria editorial. Certamente, a concentração do setor em poucas e grandes redes e o avanço da comercialização para novos pontos de vendas, demandam novos modelos de negócio com ênfase num atendimento excepcional.
A boa notícia para o leitor é que jamais o livro esteve tão acessível, apesar de ainda não ser consumido com a intensidade que gostaríamos. Tome-se como exemplo o caso dos títulos da Mundo Cristão que podem ser encontrados em grandes redes de supermercados, redes de livrarias não evangélicas, postos de gasolina nas principais estradas, internet.... Acreditamos que 2006 bata o recorde de vendas para esses canais.
A conferir.

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