Mundo Cristão - Gerência Editorial

30.10.06

A boa nova das eleições

Eleições finalizadas, a melhor notícia para o país parece ter sido a retumbante derrocada da bancada evangélica no Congresso. Promessa de menos constrangimentos para nós.

Na atual legislatura, a bancada chegou a contar com cerca de 70 deputados. Apenas 17 foram reeleitos. Segundo levantamento do DIAP http://www.diap.org.br , dos 49 que não se reelegeram, 16 tiveram o nome envolvido na compra superfaturada de ambulâncias.

Seguem os nomes da nova bancada:

Deputados:
Arolde de Oliveira (PFL/RJ) - Batista - Reeleito
Bispo Antônio Bulhões (PMDB/SP) - Igreja Universal - Novo
Bispo Rodovalho (PFL/DF) - Sara Nossa Terra - Novo
Carlos William (PTC/MG) - Maranata - Reeleito*
Dona Iris Araújo (PMDB/GO) - Nova
Dr. Antonio Cruz (PP/MS) - Assembléia de Deus - Reeleito
Dr. Nechar (PV/SP) - Assembléia de Deus - Novo
Edinho Montemor (PSB/SP) - Batista - Reeleito
Eduardo Cunha (PMDB/RJ) - Sara Nossa Terra - Reeleito
Filipe Rio de Cara Nova (PSC/RJ) - Assembléia de Deus - Novo
Flávio Bezerra (PMDB/CE) - Igreja Universal - Novo
George Hilton (PP/MG) - Igreja Universal - Novo
Gilmar Machado (PT/MG) - Batista - Reeleito
Henrique Afonso (PT/AC) - Presbiteriano - Reeleito
João Campos (PSDB/GO) - Assembléia de Deus - Reeleito
Júlio Redecker (PSDB/RS) - Luterana - Reeleito
Jurandyr Loureiro (PSC/ES) - Assembléia de Deus - Novo
Léo Vivas (PRB/RJ) - Igreja Universal - Novo*
Leonardo Quintão (PMDB/MG) - Novo
Mário de Oliveira (PSC/MG) - Evangelho Quadrangular - Novo
Natan Donadon (PMDB/RO) - Batista - Reeleito
Neucimar Fraga (PL/ES) - Batista - Reeleito
Onyx Lorenzoni (PFL/RS) - Luterano - Reeleito
Pastor Lincon Portela (PL/MG) - Batista - Reeleito
Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) - Assembléia de Deus - Novo
Silas Câmara (PTB/AM) - Assembléia de Deus - Reeleito
Takayama (PMDB/PR) - Assembléia de Deus - Reeleito
Walter Pinheiro (PT/BA) - Batista - Reeleito
Zequinha Marinho (PSC/PA) - Assembléia de Deus - Reeleito* sem identificação da Igreja -

Senadores:
Bispo Marcelo Crivella (PRB/RJ) - Igreja Universal - Atual
Magno Malta (PL/ES) - Batista - Atual
Marina Silva (PT/AC) - Atual
Paulo Octávio (PFL/DF) - Atual (terá que renunciar ao mandato para assumir o cargo de vice-governador do Distrito Federal)

Quem não voltará para a Câmara em 2007:
Adelor Vieira (PMDB/SC) - Assembléia de Deus
Agnado Muniz (PP/RO) - Assembléia de Deus**
Almeida de Jesus (PL/CE) - Igreja Universal
Almir Moura (PFL/RJ) - Igreja Internacional da Graça de Deus**
Ana Alencar (PSDB/TO)
André Zacharow (PMDB/PR) - Batista
Bispo João Mendes (Sem Partido/RJ) - Igreja Universal
Bispo Rodrigues (PL/RJ) - Igreja Universal - Renunciou**
Bispo Vieira Reis (Sem partido/RJ) - Igreja Universal
Cabo Júlio (PMDB/MG) - Assembléia de Deus
Carlos Nader (PL/RJ) - Assembléia de Deus
Costa Ferreira (PSC/MA) - Assembléia de Deus**
Edna Macedo (PTB/SP) - Igreja Universal
Gerson Gabrielli (PFL/BA) - Batista
Gilberto Nascimento (PMDB/SP) - Assembléia de Deus
Hélio Esteves (PT/AP) - Protestante
Herculano Anghinetti (PP/MG) - Batista
Isaías Silvestre (PSB/MG) - Assembléia de Deus**
Jair de Oliveira (PMDB/ES) - Igreja Cristo Verdade que Liberta
Jefferson Campos (PTB/SP) - Quadrangular
João Batista (PP/SP) - Igreja Universal**
João Mendes de Jesus (Sem partido/RJ) - Igreja Universal
João Paulo Gomes da Silva (PL/MG) - Igreja Universal
Josué Bengtson (PTB/PA) - Quadrangular**
Lino Rossi (PP/MT) - Batista
Milton Barbosa (PSC/BA) - Assembléia de Deus
Neuton Lima (PTB/SP) - Assembléia de Deus
Nilton Capixaba (PTB/RO) - Assembléia de Deus
Pastor Amarildo (PSC/TO) - Assembléia de Deus
Pastor Francisco Olímpio (PSB/PE) - Assembléia de Deus
Pastor Frankembergen Galvão (PTB/RR) - Assembléia de Deus
Pastor Heleno (PL/SE) - Igreja Universal**
Pastor Jorge Pinheiro (PL/DF) Igreja Universal**
Pastor José Divino (Sem partido/RJ) - Igreja Universal
Pastor Marcos Abramo (PP/SP) - Igreja Universal**
Pastor Marcos de Jesus (Sem partido/PE) - Igreja Universal
Pastor Oliveira Filho (PL/PR) - Igreja Universal
Pastor Paulo Gouveia (PL/RS) - Igreja Universal
Pastor Pedro Ribeiro (PMDB/CE) - Assembléia de Deus
Pastor Reginaldo Germano (PP/BA) - Igreja Universal
Pastor Reinaldo (PTB/RS) - Quadrangular
Paulo Baltazar (PSB/RJ) - Adventista
Philemon Rodrigues (PTB/PB) - Assembléia de Deus
Raimundo Santos (PL/PA) - Assembléia de Deus*
Salatiel Carvalho (PFL/PE)
Silas Brasileiro (PMDB/MG) - Assembléia de Deus**
Wanderval Santos (PL/SP) - Igreja Universal**
Zelinda Novaes (PFL/BA) - Igreja Universal
Zico Bronzeado (PT/AC) - Batista* sem identificação da Igreja
** Parlamentares que não foram candidatos

Que Deus abençoe os novos representantes e que tenham o Mestre como paradigma de vida e testemunho.

Fontes: Diap e Folha Online.

26.10.06

Littworld - inscrições praticamente encerradas

Segundo Ricardo Costa, do comitê organizador do Congresso Mundial de Literatura Cristã, já não há mais vagas para o evento. Poucas ainda podem ainda sugir por desistências de última hora ou negociações com o hotel, que será fechado para o Littworld. Ou seja: inscrições apenas mediante consulta.

Serão cerca de 200 participantes de mais de 35 países, sendo 70 do Brasil. Pela primeira vez, o congresso será realizado na América Latina. O evento ocorrerá de 12 a 17 de novembro, no Atibaia Residence Hotel, a cerca de 70 km da capital paulista.

A Littworld abrigará também um inédito encontro entre editores brasileiros e latinoamericanos.

Mais informações pelo site ou nos telefones: (11) 2127-4125, 2127-4102 e 2127-4107

25.10.06

Quem faz sua cabeça?

Eis o homem: C. S. Lewis. O sujeito virou a coqueluche do momento. Tem C. S. Lewis para todos os gostos. Isso não é uma reclamação. É a exposição de um fato. E bem-vindo, diga-se de passagem. Ler esse autor inglês é um prazer. Posso lhes dizer que ele “fez minha cabeça”.

Essa é uma expressão muito interessante. Alguns não gostam de usá-la devido à sua ligação com os rituais afro-brasileiros (preconceito?), nos quais “fazer cabeça” é uma referência ao processo iniciático em que o postulante a filho-de-santo vai receber seu orixá. Esse é o sentido estrito da expressão. Já o sentido expandido indica o ato de convencimento, no qual alguém é levado a pensar como outro.

Vamos ficar com a segunda acepção: C. S. Lewis fez, em certa medida, minha cabeça. É um autor que nos faz pensar. Ele às vezes chega a incomodar. Apesar do processo iniciático lewisiano, ainda mantenho as antenas da ortodoxia em posição de guarda. Não concordo com tudo o que leio, mas não deixo de lê-lo. O embate de idéias já é em si uma atividade gratificante para o crescimento intelectual e espiritual.

Eu não sou o único a quem C. S. Lewis fez a cabeça. Aliás, muitos caíram de cabeça nas obras desse escritor brilhante. Temos muitos especialistas de renome em nosso meio. Felizmente.

Mas quem fez a cabeça de C. S. Lewis? Já parou para pensar nisso? Entre surpresa, decepção e admiração, você terá essa informação no livro A biblioteca de C. S. Lewis, que a Mundo Cristão acaba de lançar. Adorei. Li a obra do começo ao fim.

De alguma forma, quem fez a cabeça de Lewis também fez a minha em menor ou maior grau. Confesso que isso me levou a querer ler as obras mencionadas em A biblioteca de C. S. Lewis. É uma espécie de busca pelos antepassados intelectuais. O livro apresenta trechos extraídos dos autores e autoras que influenciaram esse prolixo filho de Adão. É uma viagem ao mundo dos antecedentes da erudição de Lewis. Como dizia o slogan de certo Banco: “É impossível chegar lá sozinho”.

No labor editorial,
AM

18.10.06

Coluna do Arnaldo Jabor

Clique no título dessa mensagem e ouça a coluna de Arnaldo Jabor, transmitida pela Rádio CBN: "há igrejas que estão mais próximas do Código Penal do que do Evangelho".

17.10.06

EQUILIBRIUM

Como faço quase todo fim de semana, lá estava eu na “loucadora”, quando li a seguinte frase audaciosa da capa de um DVD: “Esqueça Matrix!”. Será? Fui conferir. O filme? “Equilibrium". Nunca havia ouvido falar nesse ilustre desconhecido (e olha que a película é de 2002!). O pobre-diabo foi um fracasso de bilheteria; dos trinta milhões de dólares gastos, só faturou um milhão. Como diria um típico carioca: É mole?

Mas apesar do exagero do marketing da distribuidora (a culpa é sempre do marketing), eu gostei do filme. É bem interessante. É um prato cheio para os filósofos de plantão (ou seria de Platão?). Deixa pra lá...

A ficção situa-se algum tempo depois da Terceira Guerra Mundial. As calamidades levaram um conselho a concluir que a humanidade não sobreviveria a uma quarta. Seria preciso eliminar a raiz de todos os males: a capacidade de sentir. Isso mesmo, todo e qualquer sentimento, nobres ou ignóbeis. A fim de erradicá-la, foi criada a droga Prozium. Contravenção era não tomar as doses diárias obrigatórias. Dizer não ao “baseado” significava pena de morte sumária. Nenhuma forma de arte era tolerada: a literatura, a música, a poesia, a pintura, entre outras. Todas foram banidas. Para garantir o cumprimento das normas, o Clero Grammaton, oficiais de elite especialmente treinados e praticamente invencíveis, sob o comando do “Pai”, suprimiam qualquer forma de expressão criativa e a tentativa de aflorar as emoções: fotos, perfumes, objetos antigos que enlevassem o espírito etc. Mas algo extraordinário aconteceu: o mais respeitado e temido clérigo decidiu não tomar a droga. E agora? Assista ao filme e você verá. É bom demais da conta!

Eu não quero propor aqui nenhuma discussão sobre uma teoria da emoção (quem sabe?). Muitos filósofos já queimaram muito as pestanas discorrendo sobre o papel das emoções na vida dos indivíduos. Mas não custa nada pensar sobre como a igreja tem se comportado em relação às emoções. Há aquelas que incentivam somente as emoções que produzem prazer espiritual ou que tenham esse caráter; tudo o mais é mero mundanismo (e isso diz respeito especialmente à música e à dança). Outras pregam a supressão das emoções. Elas tentam a todo o custo suprimir a humanidade que há em nós. Para garantir a pureza espiritual da congregação, o “Clero Grammaton” dessas igrejas vigia e exerce poder cerceador sobre os membros infratores. Não é permitido às pessoas exercer sua liberdade e arcar com as conseqüências de seus próprios atos. No outro extremo, há aquelas que liberam geral, como se não fôssemos prestar contas a Deus algum dia.

Não há dúvida: falta Equilibrium. E equilíbrio é, mesmo sentindo todas as emoções possíveis ao gênero humano pecador (boas e más, nobres e ignóbeis), não permitir que nenhum dos lados tenha o domínio de nosso ser. O equilíbrio impede que nos tornemos escravos tanto dos bons quanto dos maus sentimentos. Os escravos dos bons sentimentos, num golpe fatal, são implacáveis, quase desumanos; são intolerantes; pretensiosos, soberbos. Parecem bons aos próprios olhos, pois em nome de bons sentimentos, fazem coisas deploráveis. Jesus mesmo disse: “... virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus” (Jo 16:2; cf. Rm 10:2-4; Fp 3:6). Derrubam cinemas, destroem pistas de dança, mas erguem altares à soberba e megalomania. Orgulham-se de hospitais, de creches, de escolas, mas não são humanos na hora que mais se precisa de humanidade entre nós: no momento de dor, de falhas morais, de aceitação quando fazemos o inaceitável. A igreja não pode ser um estado ditatorial, mas um ambiente de perdão, de serviço, de encorajamento, de oração, de aceitação, de amparo, de comunhão, de admoestação e, sobretudo, de amor; um ambiente perdoador, no qual as pessoas se sintam à vontade para tratar de suas feridas, de suas falhas morais, de suas penúrias, de suas lutas e de seus dissabores. Um lugar em que possam ouvir: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo 8.11). Enfim, uma igreja com Equilibrium.
No labor editorial,
AM

16.10.06

Aldo na MC

Desde 02 de outubro, Aldo Menezes integra a equipe de colaboradores da MC. Como editor-assistente, Aldo nos ajudará no desenvolvimento de projetos de autores nacionais.

Aldo, 37 anos, é natural de Natal, RN. Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), é escritor, professor de religiões e crenças, membro da Agência de Informações Religiosas (AGIR) e pastor da Igreja Anglicana. Aldo teve passagens importantes pelas editoras Vida e Vida Nova.

Casado com Ana Cléia, formada em Teologia, é pai de Ana Maria e Ana Luíza.

Aldo será também colaborador desse blog.

Seja bem-vindo.

14.10.06

Faltou mais um posfácio

Terminei de ler "Do golpe ao Planalto", do Ricardo Kotscho. Sempre tive grande apreço pelos textos de Kostcho, principalmente por quebrar as regras dos manuais de redação dos jornais e enfatizar o lado humano dos personagens em suas matérias.

Comecei a leitura tendo duas expectativas que foram plenamente satisfeitas: conhecer mais de sua trajetória profissional e tentar desvendar o que aconteceu com Lula e o PT. Havia feito tentativa semelhante com "A mosca azul", do Frei Betto, mas confesso que não tive paciência de passar do primeiro capítulo.

Não me arrependi com "Do golpe ao Planalto". Além de uma história pessoal saborosa, Kotscho dá algumas pistas das características de liderança do presidente. Amicíssimo de Lula desde o final dos anos 70, ele não esconde sua surpresa e desencanto com os escândalos.

Terminar de ler o livro um dia após o primeiro turno das eleições, teve sabor especial e me fez entender como e por que o presidente e seu partido mudaram tanto. O dado curioso do livro é que foi escrito antes do escândalo do mensalão, razão pela qual Kotscho acrescentou um posfácio ao livro, fazendo questão de afirmar que, sua saída do governo antes de estourar a crise, nada tinha a ver com o episódio.

Certamente mais um posfácio será necessário. Dessa vez para comentar o dossiegate.

Mas será que não vale a pena esperar mais um pouco para fazê-lo?


Dados Técnicos:
Do golpe ao Planalto - Ricardo Kotscho
Cia das Letras - 2006
368 Páginas
Formato: 16,00 x 23,00 cm
ISBN
8535908692
Preço
R$ 46,00

11.10.06

Os 50 mais

A revista evangélica Christianity Today escolheu em sua edição de outubro os 50 livros que mais ajudaram a definir o pensamento do movimento evangélico americano atual. São títulos publicados após a segunda grande guerra e, segundo a revista, alteraram a maneira como a Igreja americana pensa, ora, testemunha, cultua e vive.

A lista contém livros dos mais variados e a revista apressa-se em não fazer um julgamento de valor dos mesmos, apenas reconhece sua importância na formação da igreja evangélica americana como a conhecemos hoje.

Dos 50 livros apontados, 9 foram publicados pela Mundo Cristão:

Knowledge of the Holy - A. W. Tozer (Mais perto de Deus)
Out of the saltshaker and into the world - Rebecca M.Pippert (Evangelismo natural)
The late great Planet Earth - Hal Lindsey with C. C. Carlson (Agonia do grande planeta Terra)
Know why you believe - Paul E. Little (Saiba o que você crê)
The master Plan of evangelism - Robert E.Coleman (O plano mestre de evangelismo)
A wrinkle in time - Madeleine L'Engle (Uma dobra no tempo)
The divine conspiracy - Dallas Willard (A conspiração divina)
Living Bible - Kenneth N. Taylor (A Bíblia Viva)
Knowing God - J. I. Packer (O conhecimento de Deus)

Para acessar a lista integral, clique no título dessa mensagem.

7.10.06

O livro está mais vivo do que nunca

Terminada a Feira de Livros de Frankfurt, é dificil imaginar que há poucos anos atrás a morte do livro chegou a ser decretada. O gigantismo do evento, a afluência de profissionais e a repercussão visível em cada canto da cidade anima a qualquer um que dela participe.

Nesse sentido, o público cristão de lingua portuguesa logo se beneficiará dos contatos e acordos que Mark e eu aqui fizemos.

Aguarde.

1.10.06

auf Wiedersehen

Durante essa semana, Mark e eu estaremos participando da Feira de Livros de Frankfurt, a maior de seu gênero, garimpando novidades para o público de lingua portuguesa.


auf Wiedersehen!

Brasil disputa com EUA 1.º lugar em vendas do livro sagrado.

Matéria de ontem do Jornal Correio do Povo, de Curitiba, escrita por Marco Sanchotene, destaca a força do mercado de Bíblias no Brasil.

Em 2007, a MC planeja lançar duas novas Bíblias de Estudo. A Bíblia Anotada em sua versão expandida e a Bíblia O poder da oração, com recursos elaborados pela consagrada autora Stormie Omartian.

Leia a matéria do Correio do Povo:

Brasil disputa com EUA 1.º lugar em vendas do livro sagrado.
Bíblias movimentam R$ 400 milhões por ano

Católicos de todo o mundo comemoram hoje o Dia da Bíblia, mas nem por isso as editoras vão explorar a data para alavancar as vendas do livro sagrado. Pelo contrário: os impressores de Bíblias são, na maioria, instituições de cunho filantrópico, que não têm o lucro como objetivo – o que, na visão do mercado editorial, poderia ser encarado como um imenso potencial desperdiçado. De acordo com as maiores editoras do setor, o Brasil produz entre 7 milhões e 8 milhões de Santas Escrituras anualmente, o que o torna um dos maiores editores religiosos do mundo, em disputa acirrada com os Estados Unidos pelo primeiro lugar em vendas. Algumas Bíblias produzidas aqui são exportadas, inclusive em outras línguas.

O interesse, dizem os editores, é puramente religioso. “Somos uma entidade social que não tem lucro como objetivo”, diz Erní Seibert, teólogo e secretário de comunicação social da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que sozinha produz cerca de 4 milhões de Bíblias por ano, praticamente a metade do total impresso no país. A entidade possui a Gráfica da Bíblia, onde edita diferentes tipos do livro, que são exportados para 34 países em 18 línguas – como espanhol, inglês, francês, árabe, yorubá e hausa (línguas pan-africanas). O livro sagrado também aparece hoje em diferentes modelos e formatos. São opções para se ter em casa ou para carregar no bolso, com zíper ou alça, de capa camuflada ou cor-de-rosa, sofisticadas ou simples, para estudiosos, pastores, mulheres, crianças, em aúdio, na internet e até em braile – a escrita para os cegos.

Apesar da falta de interesse no lucro das editoras, o segmento movimenta muito dinheiro. Uma pesquisa da Associação de Editores Cristãos (Asec) mostra que em 2004 o valor das vendas de Bíblias evangélicas, que possuem diferenças dos livros católicos (leia quadro ao lado), chegou a pouco mais de R$ 111,2 milhões – um aumento de 21,3% em relação aos R$ 91,6 milhões vendidos em 2003. Ainda segundo a pesquisa da Asec, em 2003 foram vendidas 4,8 milhões de Bíblias evangélicas, montante que subiu para 6,8 milhões em 2004 – um crescimento de 41%. Como 80% das Bíblias vendidas custam entre R$ 5 a R$ 6, é possível deduzir que as vendas totais cheguem a, no mínimo, R$ 400 milhões por ano.

Para Guto Kater, gerente de marketing da editora Ave Maria, que produz cerca de 600 mil Bíblias católicas por ano e tem faturamento anual de R$ 20 milhões, o motivo da grande procura é a enorme população de cristãos do Brasil, que chega a quase 90% do total da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. “O evangélico consome mais Bíblia ainda, porque é educado a tê-la e levá-la para a igreja, enquanto o católico recebe a súmula na missa”, explica. A editora Ave Maria investe agora em diferentes modelos de Bíblias, como a que tem uma alça e capa cor-de-rosa, para atrair o público infantil.

Outra editora que se voltou às crianças é a curitibana Luz e Vida, que há três meses lançou uma Bíblia ilustrada com a turma do Smilingüido, um bem-sucedido personagem cristão. “A garotada queria e os comerciantes pediam. Alguns pensavam que podíamos simplesmente colocar uma capa do Smilingüido na Bíblia, mas nós queríamos fazer algo diferente”, diz Jubiracy Alves, gerente comercial da instituição. A Luz e Vida já vendeu 50 mil unidades do livro, que tem 896 páginas, 56 delas coloridas, e custa R$ 24,90. A expectativa é alcançar um total de 240 mil unidades vendidas por ano, o que pode gerar um volume de vendas de R$ 600 milhões e levar o faturamento geral do setor para mais de um R$ 1 bilhão.