Intolerância
Sempre achei uma estupidez a briga entre ciência e fé. E creio que há estúpidos de ambos os lados. O recrudescimento do fundamentalismo religioso nos EUA e sua contumaz intolerância parece ter acirrado ainda mais os ânimos e favorecido uma leva de novos e pesados ataques à religião.
Uma das reações mais virulentas vem de um grupo de cientistas e filósofos que decidiu botar a boca no trombone. A briga ainda se dá no eixo norte, mas já começou a respingar por aqui. Seus maiores expoentes são Richard Dawkins (autor de The God Delusion - a ilusão ou o delírio de Deus, que deve ser publicado pela Cia das Letras), Sam Harris (Letters to a Christian Nation – Cartas a nação cristã) e Daniel Dennett (Quebrando o encanto – A religião como fenômeno Natural – Globo).
Dawkins, talvez o mais rancoroso de todos, qualifica Deus como sendo "homófobo", "racista", "infanticida", "genocida", "pestilento", "megalomaníaco", "sado-masoquista" entre outros termos nada elogiosos. Ele defende que Deus é um engodo e pretende provar sua tese cientificamente.
O assunto tem sido destaque em diversas revistas e jornais. É capa da edição mensal da Galileu, ao passo que Veja, na edição dessa semana, publica entrevista com o cientista Francis Collins, coordenador do projeto Genoma e autor do livro The Language of God (A linguagem de Deus) que defende a possibilidade de convivência pacífica entre fé e ciência.
Marcelo Gleiser, ateu, (apesar de sua ascendência judaica), escreveu recentemente no caderno Mais, da Folha, sua avaliação sobre o litígio. Ao analisar Dawkins, Gleiser destaca que “para ele, a ciência é um clube fechado, onde só entram aqueles que seguem os preceitos do seu ateísmo, tão radical e intolerante quanto qualquer extremismo religioso. Dawkins prega a intolerância completa no que diz respeito à fé, exatamente a mesma intolerância a que se opõe.”... e observa: “a atitude belicosa e intolerante do cientista britânico só causa mais intolerância e confusão. Seu grande erro é negar a necessidade que a maioria absoluta das pessoas tem de associar uma dimensão espiritual às suas vidas.”
Creio que tanto o trio raivoso quanto muitos de nós que nos deliciamos com a intolerância prestamos um péssimo serviço. Num mundo tão atribulado, precisamos de pacificadores. Fazer o contrário, não passa de estupidez.
No Youtube e no Google Videos há entrevistas com o Dawkins e outras matérias sobre o assunto. Há também um artigo do Mark Carpenter, presidente da MC, publicado na Ultimato sobre a questão.
Lendo algumas matérias sobre os três senhores tive a impressão de que os mesmos têm todas as condições para transformarem-se em grandes evangelistas do cristianismo, pelo menos é o que a história demonstra. De tanto negarem a Deus, podem perfeitamente estar fazendo o caminho para conhecê-lo.
Oremos por eles!
Uma das reações mais virulentas vem de um grupo de cientistas e filósofos que decidiu botar a boca no trombone. A briga ainda se dá no eixo norte, mas já começou a respingar por aqui. Seus maiores expoentes são Richard Dawkins (autor de The God Delusion - a ilusão ou o delírio de Deus, que deve ser publicado pela Cia das Letras), Sam Harris (Letters to a Christian Nation – Cartas a nação cristã) e Daniel Dennett (Quebrando o encanto – A religião como fenômeno Natural – Globo).
Dawkins, talvez o mais rancoroso de todos, qualifica Deus como sendo "homófobo", "racista", "infanticida", "genocida", "pestilento", "megalomaníaco", "sado-masoquista" entre outros termos nada elogiosos. Ele defende que Deus é um engodo e pretende provar sua tese cientificamente.
O assunto tem sido destaque em diversas revistas e jornais. É capa da edição mensal da Galileu, ao passo que Veja, na edição dessa semana, publica entrevista com o cientista Francis Collins, coordenador do projeto Genoma e autor do livro The Language of God (A linguagem de Deus) que defende a possibilidade de convivência pacífica entre fé e ciência.
Marcelo Gleiser, ateu, (apesar de sua ascendência judaica), escreveu recentemente no caderno Mais, da Folha, sua avaliação sobre o litígio. Ao analisar Dawkins, Gleiser destaca que “para ele, a ciência é um clube fechado, onde só entram aqueles que seguem os preceitos do seu ateísmo, tão radical e intolerante quanto qualquer extremismo religioso. Dawkins prega a intolerância completa no que diz respeito à fé, exatamente a mesma intolerância a que se opõe.”... e observa: “a atitude belicosa e intolerante do cientista britânico só causa mais intolerância e confusão. Seu grande erro é negar a necessidade que a maioria absoluta das pessoas tem de associar uma dimensão espiritual às suas vidas.”
Creio que tanto o trio raivoso quanto muitos de nós que nos deliciamos com a intolerância prestamos um péssimo serviço. Num mundo tão atribulado, precisamos de pacificadores. Fazer o contrário, não passa de estupidez.
No Youtube e no Google Videos há entrevistas com o Dawkins e outras matérias sobre o assunto. Há também um artigo do Mark Carpenter, presidente da MC, publicado na Ultimato sobre a questão.
Lendo algumas matérias sobre os três senhores tive a impressão de que os mesmos têm todas as condições para transformarem-se em grandes evangelistas do cristianismo, pelo menos é o que a história demonstra. De tanto negarem a Deus, podem perfeitamente estar fazendo o caminho para conhecê-lo.
Oremos por eles!


