Mundo Cristão - Gerência Editorial

30.3.07

Valor acadêmico e valor econômico

Ontem, Ricardo Dinapoli e eu estivemos presentes à sessão que conferiu a Ed René Kivitz o título de Mestre em Ciências da Religião, pela Universidade Metodista de São Paulo.

Ed apresentou seu trabalho fundamentado na espiritualidade no mundo corporativo, discutindo a relação entre a práxis religiosa e vida profissional. A banca examinadora composta dos doutores Geoval Jacinto da Silva, Clovis Pinto de Castro e Marcia Mello Costa De Liberal (Mackenzie) o aprovou com louvor.


Valor Econômico

Hoje, no Valor Econômico, Marília Camargo cita Ed René em matéria que discute a vinda de Bento XVI e opção crescente dos pobres no Brasil pelo pentecostalismo. Ed é lembrado pela visão crítica e não triunfalista que possui do fenômeno:

“Nem todos os evangélicos estão comemorando. Crítico do movimento neopentecostal e do evangelho "light", o teólogo, escritor e pastor batista Ed René Kivitz acredita que muito em breve os evangélicos vão experimentar o que os católicos estão provando hoje, ou seja, a fuga dos bancos da igreja.

Kivitz, que dirige a Galilea Consultoria e Treinamento - um centro de debates sobre aspectos atuais da espiritualidade -, questiona a qualidade e a profundidade da experiência oferecida por pastores que atraem a ovelha com promessas de equilíbrio financeiro sem ensinar também os princípios mais importantes da doutrina cristã, como a auto-negação e a humildade.

"A crítica que os evangélicos faziam aos católicos antigamente, de que tinham uma fé sem consistência porque não estudavam a Bíblia, volta-se agora para eles mesmos. Vemos surgir uma liderança evangélica que é essencialmente proselitista e não tem uma ação pastoral. E proselitismo sem uma ação pastoral é um verdadeiro bumerangue, vai se voltar contra essa liderança", observa Kivitz.

Foto: Ricardo Dinapoli

26.3.07

Notícias de Philip Yancey

Em conversa com o blog, Janet, esposa de Philip Yancey, informou que ele segue em recuperação, após o grave acidente de carro ocorrido em 25 de fevereiro. Aos poucos começa a fazer pequenos movimentos, auxiliado pelo uso ininterrupto de um colar cervical.

Gradativamente, porém, ele retoma a rotina. Amanhã, tentarão viajar de avião para a cidade de Columbia (Carolina do Norte), onde Yancey tem palestras programadas.

Foto: Zondervan

16.3.07

Convite à loucura

Brennan Manning é uma das mais agradáveis surpresas da minha trajetória profissional. Desde que li seu primeiro livro em inglês sabia que o texto poderia ajudar uma multidão de leitores machucados pelo cristianismo doentio, insípido e preconceituoso de nosso tempo.

Havia uma curiosidade ( e até um certo temor) sobre como nossos leitores reagiriam a um texto tão duro e desconcertante. A repercussão de O Evangelho Maltrapilho, no entanto, foi além de qualquer expectativa e motivou o lançamento de mais dois livros: O impostor que vive em mim e A Assinatura de Jesus, ambos com excelente venda.

Conheço diversas pessoas que foram tocadas pelo texto de Manning, fazendo-as repensar conceitos, atitudes e sua relação com Deus. Todas ansiosas por novas obras do autor. Atualmente, mais três livros do Manning estão em produção, sendo que Convite à Loucura será o próximo a estar disponível no Brasil, em abril.

Convite à loucura foi o último livro publicado por Manning (The importance of being foolish), tendo sido lançado nos Estados Unidos em junho de 2005. Nesse livro, o autor recorda dois anos passados numa comunidade conhecida como Irmãozinhos de Jesus, que atua junto aos pobres numa pequena cidade francesa. A experiência impactou tremendamente sua vida, convencendo-o de que a “compulsão de amor” é muito mais importante do que os valores apregoados hoje como o prazer, a segurança e o poder.

Viver entre as mais pobres e desamparadas das pessoas como um trabalhador braçal, sem trajes clericais, passar dias e semanas no deserto em espontâneo louvor a Deus, comunicar-se através de valores de amizade que não podem ser comunicados pela pregação, tudo isso satisfaz não um desejo de novidade, mas uma compulsão de amor. Alguns poderiam chamar a isso loucura. Eu chamo de verdadeira sabedoria do Deus de amor.

Manning afirma que é possível mudar as prioridades de nossa vida, se buscarmos agir e pensar como Jesus, certamente uma “loucura” para quem não consegue viver longe das pressões da sociedade contemporânea.

Manning não é um autor recomendado para aqueles que estão plenamente satisfeitos com a maneira pela qual a igreja age e como ele ou ela vive sua fé. Brennan Manning é um autor que não se preocupa em nos espezinhar, desde que seja para nos fazer repensar as conseqüências de ser cristão no mundo de hoje.


12.3.07

Liderança espiritual no mundo corporativo

Pioneira na edição de obras sobre a espiritualidade no ambiente de trabalho, a editora promoverá, no dia 23 de abril, o seminário "Liderança espiritual no mundo corporativo", em São Paulo (SP).

Autores da Mundo Cristão, Ed René Kivitz (Outra espiritualidade), Paulo Angelim, (Morra e mude) e Eduardo Cupaiolo, (Contrate preguiçosos) serão os preletores do evento.

Os participantes ganharão um kit com os três livros e poderão interagir com os autores durante o seminário.

As inscrições poderão ser feitas no endereço:

http://www.liderancaespiritual.com.br







8.3.07

A maldição do Cristo genérico

Chega em abril o primeiro livro da série Teologia Espiritual, de Eugene Peterson - A maldição do Cristo Genérico.

A série será composta de 5 livros. O segundo deverá ser lançado no final desse ano e o terceiro em 2008.

No primeiro livro, Peterson busca definir a espiritualidade cristocêntrica em meio à salada de conceitos difusos que se instalaram na cultura contemporânea sobre o que é "espiritual", e a conseqüente banalização da figura de Cristo.

O projeto de capa do Douglas Lucas conseguiu captar com exatidão a gravidade da questão discutida por Peterson.

Segue um pequeno trecho da introdução que ajudará a entender o objetivo do autor com a obra:

Este livro é uma conversa sobre teologia espiritual. Escolhi o termo “conversa” porque ele denota o vaivém de vozes de pessoas empenhadas na tarefa de considerar, explorar, discutir e desfrutar não apenas o tema em questão, mas também a companhia umas das outras. A expressão “teologia espiritual” é um par de palavras que mantém a coesão daquilo que, com freqüência, é “desmembrado”. Representa o esforço da comunidade da igreja para manter o que pensamos a respeito de Deus (teologia) em ligação orgânica com a maneira como vivemos com Deus (espiritualidade).

O crescimento meteórico do interesse pela espiritualidade nas últimas décadas deve-se, em grande parte, a uma profunda insatisfação com abordagens da vida aridamente racionalistas, constituídas de definições, explicações, esquemas e instruções (de psicólogos, pastores, teólogos ou planejadores), ou impessoalmente funcionais, compostas de slogans, objetivos, incentivos e programas (de anunciantes, palestrantes, consultores, líderes de igreja ou evangelistas). Mais cedo ou mais tarde, quase todos nós descobrimos um desejo profundo de viver de coração o que já sabemos com a mente e fazemos com as mãos.

Mas “a quem recorrer”? As instituições educacionais demonstram um interesse apenas secundário em lidar com nosso desejo ¾ oferecem-nos livros para ler e exames para nos aprovar, mas, fora isso, não nos dão muita atenção. Em nossos locais de trabalho, descobrimos mais que depressa que somos valorizados, principalmente (senão exclusivamente), em função de utilidade e lucratividade ¾ somos recompensados quando desempenhos bem nosso papel; do contrário, somos demitidos.

As instituições religiosas, que em outros tempos eram (e em outras culturas ainda são) os lugares mais óbvios para tratar das questões de Deus e da alma, causam decepção a um número cada vez maior de pessoas. Elas descobrem estar sendo cuidadosamente desenvolvidas como consumidoras num mercado que comercializa Deus como produto; ou se vêem tratadas como alunos aprendendo em ritmo irritantemente vagaroso, sendo preparados para provas finais sobre “a mobília do céu e a temperatura do inferno”.4

Por causa dessa pobreza espiritual que nos cerca, da falta de interesse em tratar daquilo que é de suma importância ¾ e está ausente tanto de escolas, empregos e vocações quanto de nossos lugares de culto ¾, a “espiritualidade” (usando um termo genérico) saiu das estruturas institucionais e se encontra um tanto dispersa. A espiritualidade está “no ar”. O lado bom é o fato de que os aspectos mais profundos e característicos da vida passaram a ser preocupações correntes; a fome e a sede pelo eterno e duradouro são amplamente reconhecidas e abertamente expressas; a recusa das pessoas em ser reduzidas a uma descrição de cargo e a resultados de avaliações é, hoje, uma realidade clara e definida.

No entanto, a dificuldade encontra-se na constatação de que, de uma forma ou de outra, todos estão convidados a criar a espiritualidade mais adequada para si mesmos. Da miscelânea de testemunhos de celebridades, gurus da mídia, fragmentos de êxtase e fantasias pessoais, inúmeras pessoas, com as melhores intenções do mundo, montam, “por conta própria”, identidades espirituais e modos de vida dotados de uma inclinação clara para vícios, relacionamentos rompidos, isolamento e violência.

Não há dúvida de que existe um interesse amplamente difundido de viver além dos papéis e funções atribuídos pela cultura. No entanto, grande parte dessa preocupação resulta numa espiritualidade moldada segundo parâmetros determinados por essa mesma cultura. Assim, parece-nos preferível usar o termo “teologia espiritual” para nos referirmos de modo específico à tentativa dos cristãos de tratar das experiências vividas e reveladas nas Sagradas Escrituras e da riqueza de conhecimentos e práticas de nossos antepassados ao aplicá-las ao nosso mundo contemporâneo, no qual a “fome e sede de justiça” são difusas e indistintas.

Os termos “teologia” e “espiritual” formam um ótimo par. “Teologia” é a atenção que dedicamos a Deus, nossa tentativa de conhecê-lo conforme é revelado nas Sagradas Escrituras e em Jesus Cristo. O adjetivo “espiritual” se refere à insistência de que toda revelação de Deus sobre si mesmo e suas obras pode ser vivida por homens e mulheres comuns em seus lares e locais de trabalho. O “espiritual” impede que a “teologia” se deteriore num simples e distante exercício de pensar, falar e escrever sobre Deus. A “teologia” evita que o “espiritual” se torne apenas a atividade emocional de pensar, falar e escrever sobre sentimentos e idéias individuais de Deus. Uma palavra necessita da outra, pois sabemos como é fácil desassociar o estudo sobre Deus (teologia) da maneira como vivemos; também sabemos como é fácil desvincular nosso desejo de viver com plenitude e satisfação (vida espiritual) daquilo que Deus é, de fato, e das maneiras como ele opera entre nós.

A teologia espiritual é a atenção que dedicamos à teologia prática que vivemos e sobre a qual oramos, pois se não orarmos, mais cedo ou mais tarde ela deixará de ser vivida de dentro para fora e em harmonia com o Senhor da vida. É nossa tentativa de viver aquilo que sabemos e cremos acerca de Deus. É o desenvolvimento da vida como adoração, ajoelhados perante Deus, o Pai; da vida como sacrifício, usando nossos pés para seguir Deus, o Filho; da vida como amor, envolvendo e sendo envolvidos pela comunidade de Deus, o Espírito.

A teologia espiritual não é uma área a mais que pode ser listada juntamente com as disciplinas da teologia sistemática, bíblica, prática e histórica; ela representa a convicção de que toda teologia, sem exceção, diz respeito ao Deus vivo, que nos torna criaturas vivas cujo propósito é viver para a sua glória. É o desenvolvimento da consciência e de percepções ao mesmo tempo alertas e responsivas em nosso local de trabalho e no local de culto; igualmente ativas quando trocamos as fraldas de um bebê em seu quarto e quando meditamos no meio de um bosque; necessárias tanto ao lermos os editoriais do jornal quanto ao fazermos a exegese de uma frase escrita em hebraico.

Alguns podem querer simplificar tudo mantendo o espiritual e descartando a teologia. Outros se contentarão em continuar com a teologia habitual e deixar de lado o espiritual. No entanto, a verdade é que vivemos apenas porque Deus vive e vivemos bem apenas quando o fazemos de modo coerente com a forma como Deus nos cria, salva e abençoa. A espiritualidade começa com a teologia (a revelação e compreensão acerca de Deus) e é norteada por ela. E a teologia nunca se encontra inteiramente separada de sua expressão no corpo de homens e mulheres aos quais Deus deu vida, sendo o desejo dele que todos vivam a vida de salvação na plenitude (espiritualidade).


4 Reinhold Niebuhr, The Nature and Destiny of Man, p. 294.

Charles Ryrie virá ao Brasil em maio

Estão sendo definidos os últimos detalhes da vinda do Dr. Charles Ryrie ao Brasil, quando participará de eventos de lançamento de A Bíblia Anotada - Edição Expandida.
Em breve, mais detalhes sobre a programação e a nova edição, que por sinal ficou acima de qualquer expectativa.

1.3.07

Mundo Cristão em festa. Lilian está de volta.

Em acelerado processo de recuperação, Lilian Melo, supervisora de produção editorial, voltou hoje ao trabalho na Mundo Cristão, após grave acidente sofrido no dia 03 de fevereiro.

A maior parte dos colaboradores da editora presenciou o fato, pois ocorreu durante nosso retiro anual, marcando a todos intensamente. O alívio chegou 3 dias depois, quando possíveis danos neurológicos foram afastados. O uso do colete de aço por mais 2, 3 meses parece nada diante do acidente.

Milagre? Quem duvida?

A equipe da editora estava ansiosa pela volta da Lili, como muitos a chamam. Passado o susto, concluímos mais uma vez como Deus não se cansa de ser gracioso para conosco.

Lilian, precisamos de você para fazer muito livros juntos.

Seja bem-vinda!

P.S - Na foto: eu, Omar e Aldo. Miriam, Lilian e Sílvia.Toda a equipe aproveitou para celebrar no charmoso Yacht Club de Santo Amaro o feliz regresso da nossa querida Lilian.