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31/8/2009 14:05:38

Vem aí A bacia das almas, de Paulo Brabo

Livro é uma coletânea de mensagens do autor a respeito da vida e suas diferentes facetas

Por: Assessoria de Comunicação

Em novembro, a Mundo Cristão lança A bacia das almas - Confissões de um ex-dependente de igreja, primeira obra de Paulo Brabo pela editora. O livro é uma seleção de mensagens escritas pelo autor em seu blog por um período de cinco anos.

Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano.

Batizado Paulo Roberto Purim, Paulo Brabo afirma que suas idéias estão condenadas à reformulação eterna, são pensamentos inacabados em constante mutação e evolução.

A expressão que deu título ao blog e também ao livro, "bacia das almas", refere-se ao recipiente em que são depositadas as esmolas nas igrejas, e que acabou gerando a expressão popular "na bacia das almas", isto é, vender ou ganhar "no último instante, no calor do momento, sem negociação ou ponderação".

A bacia das almas não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que este envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade. No livro, há um capítulo destinado a essa justificativa. Nele o autor escreve:

"Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja.
Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que, durante esses anos, abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades - ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e autocentradas - de determinada agremiação. Em retrospecto, continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém, contra minha vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, fui obrigado a abandonar essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional).

[...] Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, em vez disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites - apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação."

As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido.

Clique aqui e conheça a capa do livro.

*Fotos: Paulo Brabo