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Bacia das Almas. 13. Ecles. Nas igrejas, prato onde se depositam esmolas: a bacia das almas.
Na bacia das almas.1. Bras. Pop. Fig. Demasiadamente barato
Fonte: Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
O que significa ter fé? Ou melhor, como devemos vivenciar a fé que dizemos ter? Em A bacia das almas, Paulo Brabo fala sobre a fé, em especial a sua própria, e a verdadeira espiritualidade.
O livro é uma coletânea de artigos e documentos publicados por Paulo Brabo em seu site (www.baciadasalmas.com), por um período de cinco anos. Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano. São reflexões e narrativas, provocações e confissões.
A bacia das almas não é mais um livro de autoajuda, já que não apresenta fórmulas mágicas e respostas prontas. O livro prima pela incerteza e pela insegurança; sua tribuna é um palco onde as ideias desfilam sem a menor pretensão de serem a palavra final.
O livro também não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que esse envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade.
Brabo escreve sem clemência porque escreve de si mesmo e para si mesmo. Seu assunto é a ideia subversiva, presente na cosmovisão dos primeiros cristãos mas perdida no transição dos séculos, de que ser salvo é estar despido de qualquer ilusão.
As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, e a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido.
A bacia das almas 28/10/2010 21:35:18
Alcindo Almeida (alcindo.almeida0807@gmail.com) , SAO PAULO-SPLi o livro...e confesso que em algumas partes achei estranho...Talvez por causa da minha formação acadêmica ser um pouco diferente do Paulo...Mas, o que retive de bom foi precioso demais para o coração...Faço a citação de uma parte do livro que valeu a pena: A celebridade é doença terminal porque extrai do sujeito a sua coisa mais essencial, a sua humanidade. Transformar homens em ídolos é despojá-los de sua humanidade, e portanto de sua relevância. É ajoelhar-se diante do acessório recusando-se a abraçar o essencial. É espetáculo de antropofagia, consumo público de seres humanos" (p.295).
onomatopéias 8/12/2009 11:57:07
Rogério Vitiver Soares de Souza (rvitiver@hotmail.com) , BRASÍLIA-DFLer os artigos do Paulo desencadeia uma sequência de onopatopéias: hum... hii!... hã?..., que são frutos da surpresa, do bom sarcasmo, de certo cinismo e da profundidade que nos força algumas vezes a reler o parágrafo. O saldo final é uma vontade de conhecê-lo pessoalmente, sentar-se na varanda com uma cervejinha gelada e falar amenidades. A falta de presunções, ranços e certezas é um sopro fresco. Eu imagino o "céu" assim: um lugar pra se conhecer gente a fundo. Espero VIVER pra chegar lá e, se então não houver cervejinhas na eternidade, bom papo com certeza haverá.