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Quem foi Martin Luther King Jr.?

Leia um breve relato biográfico de um dos mais importantes ícones da luta por justiça social e dois textos de sua autoria que estão compilados na coleção Heróis da Igreja

Trecho de Heróis da Igreja – A Era Contemporânea

Martin Luther King Jr. consta no rol daqueles que deram a vida para expandir as implicações morais e sociais do trecho bíblico “nem judeu nem gentio, escravo nem livre, homem nem mulher” (Gl 3.28). Hoje, alguns biógrafos seculares tentam minimizar a influência de Jesus no conceito de justiça social adotado por King. Ignoram as palavras do próprio biografado, esvaziando sua alma. Não se pode, por exemplo, compreender sua prática da resistência não violenta, “um corajoso enfrentamento do mal pelo poder do amor” (King Jr., Stride toward Freedom, p. 98), sem considerar os evangelhos.

King nasceu no sul dos Estados Unidos durante a era Jim Crow, sistema de organização social instituído depois da Guerra Civil (1861–1865) e marcado por discriminação racial reforçada mediante leis, costumes e práticas religiosas. À época, placas sinalizadoras indicavam em quais estabelecimentos e serviços o acesso era permitido apenas a brancos.

Aos negros, vedavam-se igualdade de direito a voto; oportunidades de moradia e educação; acesso a restaurantes, hospedarias, banheiros, meios de transporte e recursos médicos (Woodward, Strange Career of Jim Crow). Talvez em nenhum outro lugar as leis de Jim Crow fossem ratificadas com tanto vigor quanto nas igrejas. O objetivo era convencer a todos de que os negros eram, por natureza, aquilo que a legislação e a polícia alegavam: sub-humanos. Havia proibições semelhantes instituídas em localidades fora do sul do país (“List of Jim Crow Law”).

Foi contra isso que Martin Luther King Jr. — ministro cristão, sulista e doutor em filosofia pela Universidade de Boston — atuou por meio de resistência não violenta. Ele ansiava

“transformar o vozerio dissonante de [sua] nação em uma bela sinfonia fraterna”, na qual crianças fossem julgadas “não pela cor de sua pele, mas por seu caráter”

(King Jr., “I Have a Dream”).

King insistiu que, quando entendemos a graça de Deus como peça-chave das comunidades de reconciliação, não há base bíblica nem teológica para a segregação ou o racismo. Todo ser humano, por ser humano, recebeu o irrevogável selo da graça divina.

Abaixo, você confere dois textos de Martin Luther King Jr que formam parte dos registros célebres compilados em Heróis da Igreja. Confira!

O movimento dos direitos civis nos Estados Unidos é um fenômeno singular que deve ser entendido à luz da história do país e considerado em termos da situação nacional. Mas, em outro e importante sentido, o que está acontecendo nos Estados Unidos hoje é parte significativa de um desenvolvimento em nível mundial.

O grave rumor de descontentamento que ouvimos hoje é o estrondo das massas deserdadas, que emergem dos calabouços da opressão para as resplandecentes colinas da liberdade. Em majestoso coro, as massas entoam nossa canção de liberdade: “Ninguém nos fará recuar”.

Como uma febre que se espalha pelo mundo, a liberdade se propaga no maior movimento de libertação já visto na história. As grandes massas populares estão decididas a acabar com a exploração de sua raça e terra.

(Martin Luther King Jr., Daqui, para onde vamos: caos ou comunidade?, p. 169).

***

Os oprimidos não podem permanecer oprimidos para sempre. A ânsia por liberdade cedo ou tarde se manifesta. A Bíblia relata como Moisés se apresentou diante da corte do faraó, séculos atrás, interpelando-o: “Deixe meu povo sair”. Esse foi o capítulo introdutório de uma história que se estende até hoje, e que tem como um de seus capítulos mais recentes a batalha que enfrentamos nos Estados Unidos. […] Algo dentro do negro o fez lembrar que a liberdade é um de seus direitos inatos, e algo fora do negro o fez lembrar que é possível obtê-la.

Um dos grandes riscos na história é que muitos não se mantêm despertos durante períodos de intensa mudança social. Em toda sociedade há quem se dedique a proteger o status quo e a coadunar com a indiferença. […] Hoje, nossa sobrevivência depende de nossa capacidade de nos manter despertos, de nos ajustar às novas ideias e encarar o desafio da mudança. […] Devemos aprender a viver juntos como irmãos; do contrário, seremos forçados a perecer juntos como loucos.

(Martin Luther King Jr., Daqui, para onde vamos: caos ou comunidade?, p. 170-171).

Heróis da igreja: grandes nomes da história do cristianismo: a era contemporânea / editado por Al Truesdale. 1. ed. – São Paulo: Mundo Cristão, 2020. Páginas 186 a 189.

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